Os desafios da internacionalização das empresas de confecção de moda íntima feminina dos municípios de Criciúma, Morro da Fumaça e Tubarão – SC
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Devido ao crescimento do interesse das empresas em exportarem e o crescimento da concorrência, as mesmas precisam estar habilitadas para competir com seus produtos tanto no mercado interno quanto no mercado externo. Referente ao setor têxtil, a Depec (2009) constatou que o Brasil é um dos maiores produtores mundiais do setor têxtil e de confecções do mundo situando-se em 6º lugar. Porém no setor de exportações neste mesmo segmento, encontra-se somente em 46º lugar. Com esses dados pode-se constatar que o segmento de confecção no Brasil é pouco expressivo no mercado internacional, mesmo com as roupas brasileiras vistas com credibilidade no mercado internacional. Deste modo, é importante a realização deste estudo, tendo em vista identificar os fatores que dificultam a inserção das empresas de confecção de moda íntima feminina no mercado internacional. Objetivo: Conhecer os desafios das pequenas e médias empresas de moda íntima feminina dos municípios de Criciúma, Tubarão e Morro da Fumaça – Santa Catarina a ingressarem no mercado internacional. Metodologia: Para alcançar o objetivo proposto, utilizou-se a pesquisa descritiva de caráter predominantemente qualitativo. Para a coleta de dados utilizou-se um questionário semi-estruturado para a realização de uma entrevista, gravada, cujo número de empresas participantes foi um total de 9 (nove). O critério de seleção da amostra foi a não-probabilística do tipo intencional, em que selecionou-se as empresas dos municípios de Criciúma, Morro da Fumaça e Tubarão que tivesse mais de 20 funcionários, consideradas empresas de pequeno, médio e grande porte, segundo categoria estabelecida pelo SEBRAE (2010). Resultados: a) 56% das empresas estão no mercado entre 15 a 20 anos, e grande parte delas é de pequeno porte (89%); b) estas empresas distribuem seus produtos em todos os estados brasileiros, porém a predominância é na região sul (46%); c) a maioria dos produtos fabricados são comercializados através de marca própria (56%), sendo que 33% delas focam sua produção em produtos diferenciados e 33% não tem foco definido, e 89% destas empresas atuam somente no segmento de moda íntima; d) a maioria das empresas produzem entre 50.000 e 100.000 peças por mês (44%), e tem produtos diferenciados para clientes específicos (78%). Referente às atividades internacionais, foi constatado que 78% dos entrevistados nunca importaram, e 78% já exportaram; e) nas questões de múltipla escolha foi constatado que o fator mais relevante para inserir-se no mercado internacional foi a diminuição de estoque (14%) e a maior dificuldade para se inserir no mercado internacional é a capacidade de produção insuficiente (18%). Conclusão: As empresas entrevistadas são estruturadas e já atuam há bastante tempo neste mercado. Estas demonstram interesse em exportar, porém não tem consciência exportadora e desconhecem os benefícios de se inserir no mercado internacional.
Descrição
Monografia apresentada para obtenção do grau de Bacharel em Administração de Empresas, no curso de Administração com Linha Específica em Comércio Exterior, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
