A questão indígena no livro escolar no Estado Novo (1937-1945)
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Este trabalho teve como objetivo central compreender qual o lugar dos povos
indígenas, nos livros didáticos, no processo de constituição do sentimento de nação, tão fortemente perseguido pelo Governo Vargas, principalmente no Estado Novo (1937-1945). Neste período o Brasil vive momentos de transformações, tanto do ponto de vista político, econômico, social quanto educacional. Para realizar esta pesquisa tomei o livro “História do Brasil”, de Basílio de Magalhães publicado no ano de 1942, pela Livraria Francisco Alves, como objeto de estudo. O autor, como outros da época, se referia aos índios como “selvagens”, no entanto, ao descrever a cultura indígena o autor conseguiu trazer elementos inovadores, pois há um detalhamento riquíssimo que procura mostrar a diversidade da cultura indígena. Mas, este detalhamento, em alguns momentos está associado a generalizações e homogeneização dos povos indígenas. Ao final da análise posso afirmar que o
sentimento de nação foi fortalecido no momento em que o autor se preocupou em apresentar várias informações sobre os índios brasileiros, enfocando aspectos culturais, políticos e religiosos, todavia esse nacionalismo está pautado na Idea de que o homem branco está acima do índio, ou seja, a questão indígena apresenta diversidade, mas é inferior, rudimentar. Posso deduzir, diante disso, que o nacionalismo do Estado Novo se alicerçou fortemente na cultura e no modo de viver do homem branco em detrimento da cultura indígena e demais culturas.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de graduação no curso de Pedagogia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
