Efeitos de diferentes agentes anestésicos sob parâmetros comportamentais e de estresse oxidativo no modelo animal de demência induzido pelo peptídeo βa1-42
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A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva que conduz à demência. Muitos modelos animais de demência são utilizados para estudar a DA. O modelo animal de demência induzido pelo peptídeo β-amilóide1-42 (βA1-42) é muito utilizado, mas os animais precisam ser anestesiados, entretanto não é avaliado qual a melhor protocolo anestésico. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos comportamentais e nos parâmetros do estresse oxidativo da exposição a diferentes agentes anestésicos em um modelo animal da demência induzido pelo βA1-42. Foram utilizados camundongos Balb-C com 3 meses de idade, anestesiados com diferentes fármacos de acordo com o protocolo. Protocolo 1: (1) Oxigênio 100% (controle isoflurano); (2) fluido cérebroespinhal artificial (ACSF) + isoflurano; (3) βA1-42 + isoflurano. Protocolo 2: (1) salina; (2) ACSF + cetamina + xilazina; (3) ACSF + cetamina + dexmedetomidina; (4) βA1-42 + cetamina + xilazina; (5) βA1-42 + cetamina + dexmedetomidina. Protocolo 3: (1) salina; (2) ACSF + propofol; (3) βA1-42 + propofol. Ao receberem os diferentes protocolos, foram submetidos à injeção dos agregados βA1-42, e após 13 dias submetidos aos testes comportamentais de labirinto Y-maze, plus maze, habituação ao campo aberto e suspensão pela cauda. No 18º dia após injeção, os animais foram submetidos a eutanásia, para coleta do hipocampo, para avaliações dos parâmetros de estresse oxidativo. Os resultados sugerem que o protocolo 1 resultou em dano de memória de curto prazo em fêmeas e efeito ansiolítico em machos e fêmeas, além de aumento do conteúdo de sulfidrila em machos. O protocolo 2 induziu dano de memória de curto prazo em machos, dano de memória de habituação em fêmeas, efeito ansiolítico e antidepressivo, além de aumento dos níveis de 2’,7’ diclorodi-hidrofluoresceína (DCF) em fêmeas e redução dos níveis de níveis de glutationa (GSH) em machos. E com relação ao protocolo 3, pode-se encontrar efeito ansiolítico do propofol em machos e aumento dos níveis de DCF em machos e fêmeas, aumento da atividade da superóxido dismutase (SOD) em machos e redução nas fêmeas e aumento do conteúdo de sulfidrila em machos. Com estes resultados, conclui-se que o propofol interfere menos nos efeitos comportamentais, mas o isoflurano influencia menos nos parâmetros de estresse oxidativo.
Descrição
Dissertação de Mestrado apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade do Extremo Sul Catarinense para obtenção do título de Mestre em Ciências da Saúde.
