Avaliação do papel prognóstico das vesículas extracelulares em pacientes sépticos: uma revisão sistemática
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Objetivo: Foi determinada a relação entre níveis de vesículas extracelulares (VEs) e prognóstico de pacientes sépticos. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática de ensaios clínicos que avaliaram o papel
prognóstico das vesículas extracelulares na sepse. A busca abrangeu estudos nas bases de dados (MEDLINE e Embase), incluindo artigos originais publicados até janeiro de 2024, sem limitação de idioma e limitados para humanos. Dois revisores fizeram a triagem de títulos e resumos, utilizando a ferramenta Rayyan e revisaram na íntegra os estudos que atenderam aos critérios. As informações dos 19 estudos incluídos foram extraídas e apresentadas em tabelas e gráficos. Resultados: Os estudos revisados indicaram que níveis elevados de VEs estão associados a piores prognósticos, maior gravidade da doença e maior mortalidade em pacientes sépticos, sugerindo sua eficácia como biomarcadores na sepse. Além disso, a análise das variações nos
tipos de VEs presentes revelou diferentes perfis inflamatórios, de coagulação e respostas imunológicas, potencialmente úteis para indicar a severidade da sepse. Essas evidências destacam a importância das VEs como ferramentas promissoras para diagnóstico e prognóstico em contextos clínicos de sepse. Conclusão: Foi possível identificar o papel crucial das vesículas extracelulares (VEs) na patogênese e no prognóstico da sepse, destacando seu potencial como biomarcadores para o diagnóstico precoce e a avaliação prognóstica em pacientes sépticos. No entanto, mais pesquisas são necessárias para validar o uso das VEs como ferramentas clínicas, visando intervenções diagnósticas e terapêuticas mais precisas e eficazes na sepse.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
