Perfil epidemiológico dos distúrbios hipertensivos gestacionais em um município do extremo sul catarinense
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Introdução e Objetivos: As doenças hipertensivas da gravidez estão entre as principais causas de
mortalidade e morbidade materna e fetal, e são classificadas como: Pré-eclampsia, eclampsia e
Síndrome HELLP. O presente estudo pretende avaliar o perfil epidemiológico de gestantes com
distúrbios hipertensivos atendidas em Unidades Básica de Saúde de Criciúma/ SC
Desenho do estudo: Estudo observacional descritivo.
População: Gestantes com mais de 18 anos e com síndromes hipertensivas.
Método: Os dados foram coletados de prontuários em Unidades Básicas de Saúde, localizadas na
cidade de Criciúma/SC, no segundo semestre de 2022. Os principais dados coletados foram: idade da
gestante, paridade, se houveram complicações em gestações anteriores e quais foram, presença de
comorbidades durante a gestação e previamente.
Resultado: A maioria das gestantes apresentaram idade entre 21-25 anos (34,1%), de raça branca
(75,6%), tendo o IMC materno pré-gestacional superior a 25 kg/m2 e mantendo-se ou até mesmo
tendo elevação do mesmo (87,8%). Com relação ao tipo gestação, 95,1% foram gestações únicas e
73,2% eram multigestas. A idade gestacional de diagnóstico de hipertensão mais prevalente foi
superior a 36 semanas (43,9%). Com relação às condições clínicas 34,1% apresentaram histórico de
complicações obstétricas, sendo a pré-eclâmpsia com 26,8% a principal relatada. Sobre a gestação
atual, 97,6% apresentavam pré-eclâmpsia e 2,4% eclampsia. 97,6% realizaram mais de três consultas
durante o pré-natal antes do diagnóstico. Em relação à presença de doenças crônicas, 31,7% gestantes
possuíam alguma no momento do diagnóstico, sendo entre elas HAS com 29,3% e DM 9,8%. Com
relação a infecção bacteriana durante a gestação, 22% apresentaram infecção antes do diagnóstico de
DHEG (doenças hipertensivas específicas da gestação).
Conclusão: As DHEG são complicações comuns na gravidez, variando em gravidade e podendo
aumentar o risco de mortalidade fetal e materna. A falta de compreensão da fisiologia dificulta a
previsão dessas doenças. Neste estudo, investigamos a possibilidade de identificar indícios de
hipertensão gestacional para intervir e reduzir os riscos para a mãe e o feto. As variáveis analisadas
revelaram associação entre idade, raça, IMC, paridade, idade gestacional, histórico obstétrico,
pré-eclâmpsia anterior, consultas pré-natais, doenças crônicas (especialmente HAS e DM), tipo de
gestação e infecção bacteriana antes do diagnóstico e o desenvolvimento das DHEG. É importante
realizar mais estudos sobre os fatores desencadeantes dessas doenças, considerando as limitações da
fonte de dados secundária usada neste estudo, que são prontuários preenchidos por profissionais de
saúde das unidades básicas, não pelos pesquisadores.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
