Avaliação do conhecimento e aplicação de critérios abordados em protocolos de condutas perioperatórias para recuperação acelerada por médicos cirurgiões
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Introdução: Pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos estão sujeitos a complicações cirúrgicas e decorrentes de longos períodos de internação. Programas que visam melhorar os desfechos cirúrgicos e abreviar o tempo de permanência hospitalar foram criados e otimizados com intuito de reduzir estas complicações e custos relacionados. Devido à complexidade do tema, da implantação dos protocolos e alterações de práticas já consolidadas, estes protocolos ainda não são totalmente colocados em prática pelos profissionais da área. Objetivo: Avaliar o conhecimento e aplicabilidade dos médicos cirurgiões, acerca de aspectos abordados em programas de recuperação pós-operatória acelerada. Materiais e métodos: Estudo observacional descritivo, transversal, com coleta de dados primários. Resultados: Dos entrevistados, 82,9% eram homens, com idade média de 43,07 anos. Destes, 81,1% não utilizam fórmulas para calcular individualmente a reposição de volume perioperatória. Em relação ao uso de drenos no sítio operatório, 55,7% dos participantes relataram fazer uso rotineiro, e 91,7% referiu orientar a retirada do mesmo após pelo menos 3 dias. Quanto ao jejum pré-operatório para sólidos, 40,4% e 34,2% dos cirurgiões considera 6 e 8 horas como o tempo mínimo adequado, respectivamente, sendo que 62,7% dos entrevistados relataram reintroduzir a dieta por via oral de acordo com protocolos pré-determinados. Conclusão: Os protocolos de recuperação acelerada são amplamente embasados em evidências e comprovados através de estudos científicos e alguns dos aspectos por eles defendidos já é colocado em prática por boa parte dos cirurgiões em atuação. Porém, é possível perceber que alguns aspectos ainda precisam de maior aceitação por parte dos médicos.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
