Oligopólio midiático e direito à informação: uma reflexão crítica sobre a formação da opinião pública no Brasil
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Trata-se de uma reflexão crítica sobre a relação entre o direito à informação encartado na Constituição Federal de 1988 e o oligopólio midiático brasileiro, tendo como objeto de estudo a formação da opinião pública no Brasil. A análise se fundamentou no método dedutivo, com base nas discussões de teóricos de diversas áreas (direito, filosofia, sociologia e comunicação) que abordam a temática do direito à informação, em fontes legislativas e em dados estatísticos secundários. No primeiro capítulo, intentou-se compreender o direito à informação no Estado Democrático de Direito. No segundo, descreveu-se criticamente, e de maneira breve, a formação e consolidação do oligopólio dos meios de comunicação, que se encontra formado e consolidado no Brasil, apesar da expressa vedação constitucional. No terceiro capítulo, averiguou-se, através da pesquisa anual efetuada pela Controladoria Geral da União sobre as solicitações de informação ao Executivo Federal e dos dados da Pesquisa Brasileira de Mídia (PBM 2015), se os mecanismos de acesso à informação pública criados pelo Estado possuem alcance expressivo à população, ou se a obtenção de informações ocorre através da mídia oligopolizada, estabelecida no Brasil. Após concluir que oligopólio midiático se constitui como principal meio de obtenção das informações públicas, discorreu-se acerca da sua potencial interferência e consequências na formação autônoma da opinião pública brasileira.
Descrição
Trabalho de conclusão de curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no Curso de Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
