A integração de técnicas de mindfulness na terapia cognitivo-comportamental L para o tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em crianças e adolescentes
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O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado pela presença persistente de sintomas como falta de atenção, desorganização, impulsividade e hiperatividade. Esses sintomas devem ocorrer em pelo menos dois contextos diferentes e afetar significativamente o funcionamento social e o desenvolvimento do indivíduo para que o diagnóstico de TDAH seja feito. Crianças com TDAH podem apresentar comportamentos impulsivos, como responder antes que as perguntas sejam concluídas, e dificuldades em seguir regras e esperar sua vez em brinquedos e jogos. Esses sintomas podem interferir nas interações sociais com outras crianças, gerando tumultos e dificuldades em estabelecer relacionamentos adequados. A Terapia Cognitivo Comportamental se baseia no Modelo Cognitivo, enfatizando que a forma como interpretamos as situações está mais relacionada com nossas reações emocionais, comportamentais e fisiológicas do que a própria situação em si. Essa abordagem terapêutica integra conceitos e técnicas cognitivas e comportamentais, sendo eficaz no tratamento de uma variedade de problemas psiquiátricos, como transtornos de ansiedade, depressão e distúrbios alimentares. A terapia cognitiva desenvolvida por Beck enfoca a influência dos pensamentos automáticos na emoção e no comportamento, visando identificar e modificar os pensamentos disfuncionais que contribuem para a manutenção dos sintomas psicológicos. A qualidade da nossa consciência é uma preocupação central em diversas tradições filosóficas, espirituais e psicológicas, pois está relacionada ao nosso bem-estar. A prática da atenção plena, conhecida como mindfulness, pode ajudar as pessoas a se desvencilharem de pensamentos automáticos, hábitos e padrões de comportamento prejudiciais. Isso desempenha um papel fundamental na regulação comportamental informada e autônoma, que está associada ao aprimoramento do bem-estar. A meditação mindfulness, com mais de dois mil anos de história, tem suas raízes nas tradições budistas e envolve cultivar uma consciência experiencial do momento presente. A prática de mindfulness tem sido integrada em intervenções contemporâneas para tratar uma variedade de condições de saúde mental, como ansiedade e outros transtornos de internalização. A prática de mindfulness pode ser dividida em prática formal, que envolve períodos dedicados à introspecção e meditação, e prática informal, que refere-se à aplicação da atenção plena nas atividades diárias, como comer, escovar os dentes, caminhar, entre outras. Essa integração entre sabedoria antiga e práticas modernas destaca o potencial contínuo e a relevância do mindfulness no cuidado da saúde mental.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Psicólogo no curso de Psicologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC.
