Anomalias cromossômicas associadas a abortos de repetição
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Perdas gestacionais acometem cerca de 20% das gestações em todo o mundo e são muito traumatizantes para os casais que enfrentam essa situação, principalmente quando ocorre com certa frequência, o que chamamos de aborto de repetição. Os abortos recorrentes podem ocorrer pelas mais diversas causas sendo a principal delas as anomalias genéticas, presentes tanto no casal quanto no produto de concepção. Com a tendência mundial de adiar a maternidade essa taxa vem aumentando, pois se sabe que com o passar da idade tanto mulheres quando homens apresentam maiores chances de gerarem embriões cromossomicamente anormais. O presente estudo baseou-se na coleta de dados apresentados por artigos relacionados ao tema, que estavam disponíveis em bases eletrônicas de dados, e mediante análise destes foi verificada qual a frequência de cada alteração cromossômica associada à patologia em questão e sua relação com as idades materna e paterna. Os resultados mostraram que nos casais com histórico de abortos espontâneos de repetição, pelo menos um dos parceiros apresentava algum tipo de alteração genética, sendo principalmente do tipo estrutural, e nos produtos de abortamento estavam presentes alterações tanto numéricas quanto estruturais, se destacando as trissomias dos cromossomos 16, 21 e 22. Os resultados obtidos mostraram ainda que a fertilidade decai progressivamente com a idade, se potencializando a partir dos 35 anos em mulheres e dos 40 anos em homens. Estudos deste cunho fazem-se importante para a maior compreensão dos problemas genéticos associados a abortamentos e permitem um melhor aconselhamento genético e reprodutivo aos casais, além de facilitar a elaboração de políticas públicas de saúde mais efetivas.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do Grau de Bacharel, no Curso de Ciências Biológicas da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.