Avaliação do perfil clinico e epidemiológico dos pacientes com cefaleia atendidos em ambulatório de neurologia do SUS
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Introdução: A cefaleia é um sintoma recorrente na emergência e pode estar atrelada a complicações graves, que geram sobrecarga ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os estudos epidemiológicos são importantes para entender o alcance da cefaleia, conhecendo melhor suas causas, mecanismos, história natural e comorbidades associadas. Objetivo geral: Avaliar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes com cefaleia
atendidos em ambulatórios de neurologia do Sistema Único de Saúde. Metodologia: Foram avaliados os prontuários de pacientes com cefeleia, atendidos nos ambulatórios neurológicos do SUS das cidades de Criciúma, Forquilhinha e Içara, Santa Catarina. Foram analisados os dados clínicos e epidemiológicos, classificação da cefaleia, relação com COVID-19 e exames de imagem. Os dados foram tabulados
no SPSS 21.0. Resultados: Foram avaliados 212 prontuários de pacientes com cefaleia de neurologia pelo SUS das cidades de Criciúma, Forquilhinha e Içara. Sendo 77,4% do sexo feminino, com a faixa etária de 47,01 anos. Observou-se prevalência de 87,7% de cefaleia primária, classificada como enxaqueca em 31,1% dos analisados seguida por Cefaleia do Tipo Tensional em 5,7% pacientes. Além disso, ao avaliar piora ou
início de dor de cabeça após contato com COVID-19, uma minoria de 32,4% teve essa apresentação.
Conclusão: Esta pesquisa apresenta que o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes com cefaleia nos ambulatórios de neurologia do extremo sul catarinense, tem predominância do feminino, com presença de cefaleia primária, principalmente pela enxaqueca, sem presença de alterações nos exames de imagem e pouca relevância ao associar ao COVID-19.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
