A práxis instituinte da água como um comum – estudo de caso de experiências comunitárias da água na América Latina e no Brasil

dc.contributor.advisorWolkmer, Maria de Fátima Schumacher
dc.contributor.authorMenezes, Manuela de Sá
dc.contributor.otherSilveira, Clóvis Eduardo Malinverni da
dc.date.accessioned2021-08-12T15:06:38Z
dc.date.available2021-08-12T15:06:38Z
dc.date.created2021
dc.descriptionDissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Direito, com Linha de Pesquisa em Direitos Humanos, Cidadania e Novos Direitos.pt_BR
dc.description.abstractEsta dissertação tem por objetivo geral demonstrar, a partir da práxis instituinte da água como um comum, em experiências na América Latina e no Brasil, que a gestão comunitária representa uma alternativa às lógicas e estratégias de privatização, possibilitando a realização do direito humano à água. Em observância ao objetivo principal, foram elaborados os seguintes objetivos específicos: examinar o marco legislativo do direito à água no âmbito internacional; analisar a crise hídrica e a realização do direito humano à água na práxis instituinte do comum; a contextualização do conceito de comum/comuns; e identificar nas experiências comunitárias na América Latina (Nicarágua) e no Brasil (Marques de Souza/RS) o seu ressignificado a partir do princípio político do comum. Para o desenvolvimento desta pesquisa, foi utilizado o método de abordagem indutivo, o método de procedimento monográfico e a técnica de pesquisa bibliográfica. O marco teórico do trabalho é o comum/comuns desenvolvido na obra dos autores Christian Laval e Pierre Dardot. Dessa forma, concluiu-se que a hipótese aventada na concepção deste trabalho fora de fato confirmada, na medida em que formas de autogestão da água e uso compartilhado, consolidadas na principiologia do comum, são adequadas para garantir o direito à água, especialmente aos residentes em áreas rurais e nas periferias urbanas. Por fim, sem qualquer pretensão de exaustão da temática, tem-se que as experiências apontadas nesta dissertação demonstraram que o comum já está acontecendo, pois, tanto no caso dos comitês na Nicarágua, como nas sociedades de Marques de Souza/RS, as comunidades se uniram há anos em prol de um benefício coletivo, instituindo suas próprias regras e estatutos para gerenciamento de seus sistemas de abastecimento de água, tudo isso em oposição à privatização neoliberal. Não se trata de uma utopia literária e filosófica, mas sim de uma possibilidade real de solução para a crise hídrica mundial.pt_BR
dc.identifier.urihttp://unesc.acessoacademico.com.br/handle/1/8822
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectDireito à águapt_BR
dc.subjectDireitos Humanospt_BR
dc.subjectComum (Direito)pt_BR
dc.subjectGestão comunitáriapt_BR
dc.subjectPrivatizaçãopt_BR
dc.titleA práxis instituinte da água como um comum – estudo de caso de experiências comunitárias da água na América Latina e no Brasilpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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