Acesso ao processo transexualizador no SUS

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O universo trans tem conquistado espaço nas políticas públicas de saúde nos últimos anos. Uma dessas conquistas foi o Processo Transexualizador (PrTr) instituído em 2008 no Sistema Único de Saúde (SUS) com o intuito de oferecer acompanhamento ambulatorial e procedimentos cirúrgicos à população transexual. Este trabalho teve como objetivo discutir acerca do acesso da população transexual do sul de Santa Catarina (SC) ao Processo Transexualizador no SUS. A metodologia foi de abordagem quantitativa, com aplicação de questionário semiestruturado pelo próprio pesquisador. Foram realizadas 26 entrevistas com mulheres e homens trans. Foi constatado que a população trans do sul de catarinense em geral conhece o PrTr e sabe da sua disponibilidade pelo SUS, porém não tenta acessá-lo por uma dita “falta de interesse”. Contudo, a grande procura por procedimentos de caráter transexualizador, em especial a hormonização, por outras vias que não a saúde pública, levanta dúvidas sobre a real compreensão da população entrevistada acerca do PrTr. O alto interesse na implementação de um Ambulatório Especializado em População Trans na região ressalta ainda a demanda da população pelos serviços ofertados pelo programa. A oferta limitada de serviços especializados e a falta de informação dos profissionais de saúde se mostram os principais entraves no acesso ao PrTr no SUS e geram uma demanda oculta no sul de Santa Catarina.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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