Conhecimento sobre alimentos funcionais de clientes de um comércio de produtos naturais Criciúma-SC
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Em 1980 surgiu o primeiro conceito de alimento funcional (AF) no Japão, definindo-os como alimentos que oferecem benefícios à saúde, além das propriedades nutricionais básicas. Com a expansão deste novo conceito de alimentos, vários países procuraram regulamentar os alimentos funcionais, o que ocorreu no Brasil somente em 1999 a partir da comprovação da eficácia de alguns destes alimentos. Neste momento, surge um novo mercado com a proposta de oferecer à população uma alimentação mais saudável colaborando também na prevenção de diversas doenças. O objetivo principal deste estudo foi identificar o conhecimento sobre os alimentos funcionais de clientes de um comércio de produtos naturais de Criciúma, SC. Pesquisa básica, quantitativa e transversal, foi realizada no mês outubro de 2010, com uma amostra de 100 clientes adultos de um comércio de produtos naturais de Criciúma – SC, no momento da aquisição de algum alimento funcional. A média de idade foi de 38.2 anos (±12.06), com renda média mensal de R$ 4.480,00 (± 3.167,00), sendo a renda mínima 700,00 reais e a máxima 15.000,00 reais (p-valor 0,00). As mulheres representavam 62% da amostra e 38% homens. Quanto à escolaridade, 48% possui ensino superior completo, sendo o restante foi dividido entre o ensino fundamental incompleto até o ensino superior incompleto. Quanto à moradia, 81% possui moradia própria e 19% relataram morar de aluguel, 89% das moradias é de alvenaria e 5% com residências mistas. Em se tratando do número de pessoas em casa, a média ficou em 2,7 pessoas. Partindo dos indicadores socioeconômicos para o conhecimento sobre AF, 57% dos entrevistados relataram não conhecer o conceito de AF. Quando relacionamos conhecimento dos AF e sexo, 29% das mulheres entrevistadas conheciam os AF contra apenas 14% dos homens. Em relação ao conceito de AF, dos 43% que tinham o conhecimento do que era um AF, 20% soube dar o conceito e 23% não lembrava no momento o seu conceito. A forma como adquiriram o conhecimento, 15% relatou conhecer por meio de nutricionista, 11% pela televisão, 7% por meio da internet, 1% pela profissão e 9% pela faculdade. Apenas 27% dos entrevistados faziam o consumo de AF por motivo específico, onde 13% visavam a melhora na qualidade de vida, 7% por problemas cardiovasculares, 4% por diabetes, 2% por câncer e 1% por osteoporose. Sobre ter recebido orientação para o consumo, 76% relatou não ter recebido orientação para o consumo, do restante, 19% foram orientados por nutricionistas e 5% por médicos. Dos entrevistados que foram orientados para o consumo, todos tinham conhecimento do conceito de AF, e dos que não foram orientados apenas 19% tinham o conhecimento do conceito. Sobre os benefícios dos AF para o organismo, 43% sabiam dos benefícios e destes, 12% citaram a melhora dos hábitos e flora intestinal, 5% citaram a atuação como antioxidantes, 8% diminuição do colesterol e 18% citaram dois ou mais benefícios. Conclui-se que os resultados obtidos nesta pesquisa servem como alerta para a população quanto à importância do conhecimento e divulgação dos alimentos funcionais pelo profissional nutricionista e da presença dos mesmos na dieta usual, pois através destes alimentos podemos prevenir uma série de doenças que vem crescendo devido aos maus hábitos alimentares e da crescente mudança no estido de vida da população.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de bacharel no curso de Nutrição da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.