Perfil epidemiológico dos pacientes com melanoma num serviço de referência do sul do estado de Santa Catarina no período de 2015 a 2017
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O melanoma representa cerca de 3 a 4% dos tumores malignos do Brasil e apresenta maior importância entre os tumores de pele por representar a forma mais agressiva e com grande potencial metastático. O propósito deste estudo foi analisar o perfil epidemiológico dos pacientes com melanoma em um serviço de referência em oncologia do sul do estado de Santa Catarina. Realizou-se um estudo observacional, retrospectivo e descritivo de análise dos prontuários e laudos anatomopatológicos dos pacientes atendidos no serviço no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2017. Enquadraram-se no estudo 81 pacientes, com média de idade de 58,82 anos. O tipo histológico mais frequente foi o extensivo superficial (32,1%), a localização mais comum foi o dorso, tanto nas mulheres (16%) quanto nos homens (14,8%). (13,6%) das mulheres apresentaram lesão no membro inferior, sendo esse dado estatisticamente significativo. O Breslow mais encontrado foi maior que 4 mm (23,5%) e ao diagnóstico, (59,3%) dos pacientes apresentaram metástase, sendo o local mais comum o SNC (19,8%). O estágio clínico IV foi o mais frequente (35,1%) e o tratamento realizado na maioria dos casos foi a cirurgia (92,6%), seguido pela radioterapia (24,7%). A relação entre o estágio clínico IV e o tratamento com quimioterapia e radioterapia foi estatisticamente significativa. O perfil epidemiológico dos pacientes no presente estudo se diferenciou dos demais em relação ao estágio clínico avançado da doença e à maior frequência de presença de metástases. Portanto, sugerem-se ações preventivas na população estudada para diagnóstico e detecção precoce de lesões suspeitas.
Descrição
Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC
