Perfil epidemiológico dos pacientes bipolares das Clínicas Integradas da Universidade do Extremo Sul Catarinense

Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes com Transtorno Bipolar (TB) atendidos nas Clínicas Integradas da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), durante o período de 2017 a 2018. Métodos: Foi aplicado nos pacientes um questionário estruturado com dados sociodemográficos e sobre a condição médica geral do paciente, bem como as medicações utilizadas por eles. Além disso, foi aplicada a escala de Young para mania e a escala de Hamilton para depressão. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 42,85 anos, com desvio padrão de ± 12,96. O sexo mais prevalente foi o feminino 82,4%, a etnia predominante foi a branca 85,3%. O TB do tipo I foi o mais frequente com 82,4% e a depressão foi o principal episódio de humor em que se encontravam os pacientes no momento da entrevista, com 61,8% da amostra. Quando avaliada internação, 41,2% foram internados em algum momento de suas vidas, sendo que a depressão foi principal motivo de internação, representando 50% dos casos. Dentre os pacientes, 64,7% já tentaram suicídio, além disso, 64,7% tinham familiar com algum transtorno psiquiátrico. Todos os pacientes avaliados já fizeram uso de algum tipo de medicação psiquiátrica, dentre os medicamentos, destacou-se: estabilizadores de humor, com 70,6% dos casos. Conclusão: O perfil epidemiológico obteve como destaque uma propensão maior ao sexo feminino, etnia branca, subtipo mais comum é o subtipo I e a depressão se manifestou mais comumente; além disso, a maioria dos pacientes tentaram suicídio em algum momento de suas vidas.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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