Avaliação do desfecho clínico de pacientes pós-cirúrgicos submetidos à nutrição parenteral na unidade de terapia intensiva

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Analisar os desfechos clínicos de pacientes pós-cirúrgicos na unidade de terapia intensiva submetidos a nutrição parenteral (NPT) entre os anos de 2017 e 2019. Desenvolveu-se um estudo observacional analítico transversal com análise de dados secundários provenientes de prontuários de 59 pacientes. As variáveis coletadas e analisadas incluíram desfecho clínico, sexo, idade, raça, estado nutricional, tempo de início da NPT, tempo total de uso da NPT, tempo de internação, indicações de uso da NPT, complicações, distúrbios hidroeletrolíticos, infecções, superalimentação, síndrome de realimentação, hiperglicemia, necessidade de droga vasoativa, mortalidade. Dos pacientes avaliados, 20,3% estavam desnutridos e 76,3% fizeram uso da NPT por cirurgias gastrointestinais, 22% risco nutricional e 1,7% disfunção do trato gastrointestinal. 94,9% desenvolveram complicações como infecções (91,5%), distúrbios hidroeletrolíticos (76,3%), hiperglicemia (45,8%), superalimentação (10,2%) e síndrome da realimentação (5,1%). 78% usaram drogas vasoativas. A taxa de mortalidade foi 72,9%. Constatou-se que pacientes que fizeram uso precoce permaneceram uma mediana de 9 dias na UTI e os que iniciaram tardiamente uma mediana de 14,5 dias. Obteve-se associação entre mortalidade e desnutrição (p=0,024) e mortalidade e o uso de drogas vasoativas (p<0,001). Entre mortalidade e indicação de NPT por risco nutricional, encontrou-se valor p=0,047. Outras variáveis não apresentaram significância estatística. Após análise, observou-se que a maioria dos pacientes eram críticos, em risco nutricional, e usaram NPT por cirurgias gastrointestinais. E a NPT precoce proporcionou um menor tempo de internação na UTI.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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