Influência da alimentação no estado nutricional dos adultos brasileiros: inquérito de base populacional
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Objetivo: avaliar a influência da alimentação no estado nutricional de brasileiros com 18 anos ou mais de idade. Métodos: estudo transversal realizado com dados da Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico de 2019. A variável desfecho foi o excesso de peso identificado através do índice de massa corporal. A variável de exposição foi o consumo alimentar regular e no dia anterior à entrevista, classificado em alimentos naturais e em alimentos ultraprocessados. Para avaliar a associação entre o consumo alimentar e o excesso de peso foi realizado o teste Qui-quadrado de Pearson com nível de significância de 5% e apresentação de intervalos de confiança 95%. Resultados: 52.443 brasileiros foram avaliados, sendo que 52,6% apresentavam excesso de peso. Os alimentos ultraprocessados mais consumidos foram margarina (42,6%) e pão industrializado (32,8%), e os alimentos naturais mais consumidos foram carnes (88,5%) e cereais (84,9%). Maior prevalência de excesso de peso foi associada ao consumo de refrigerante (p=0,006) e carnes (p=0,008), enquanto o consumo de verduras (p=0,001), frutas (p=0,011), cereais (p<0,001), leguminosas (p=0,009), oleaginosas (p=0,001) e leite (p=0,003) se relacionaram à menor prevalência deste estado nutricional. Conclusão: Enquanto o consumo de refrigerantes e carnes se associaram a maiores prevalências de excesso de peso, o consumo de alimentos naturais esteve relacionado com uma menor prevalência deste estado nutricional. O desenvolvimento de programas e ações de saúde de incentivo ao consumo de alimentos naturais é essencial para evitar e reduzir o excesso de peso no Brasil.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
