Análise comparativa de dois métodos de decorticação pulmonar em pacientes pediátricos em três hospitais do Extremo Sul Catarinense
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Objetivo: O derrame pleural complicado é uma alteração infecciosa que tem como principal causa a pneumonia bacteriana, trazendo grande morbimortalidade às crianças acometidas. Diante disso, objetivamos realizar uma análise entre dois diferentes métodos de decorticação pulmonar em pacientes pediátricos com seus respectivos desfechos. Métodos: Análise transversal, retrospectiva dos prontuários de crianças submetidas a decorticação pulmonar entre janeiro de 2009 a maio de 2019 em três hospitais do extremo sul de Santa Catarina, Brasil. Resultados: Foram estudados 47 pacientes, com mediana de idade 3,0 anos, sendo a maioria do sexo feminino em ambas cirurgias (51,7% para VATS e 55,6% para toracotomia). Realização de videotoracoscopia (61,7%) foi predominante em relação a toracotomia (38,3%). Necessidade de opioides foi maior quando realizado toracotomia (72,2%) em comparação a VATS (58,6%). Tempo de drenagem torácica total apresentou mediana de 12,0 dias para toracotomia e 7,0 dias para videotoracoscopia. Tanto tempo total de internação (23,83±8,84) quanto tempo de alta pós intervenção (12,86±5,30) tiveram maior média na abordagem aberta. Reintervenção ocorreu em 8,5% dos pacientes, sendo persistência da fístula pleural, encarceramento pulmonar e necrose pulmonar as principais causas. Conclusão: Sempre que possível opta-se por um tratamento conservador na correção dos empiemas, porém quando este já não for mais possível, propõe-se uma abordagem cirúrgica o mais precoce possível em pacientes complicados, porém o estudo não demonstra superioridade de uma técnica em relação à outra, exceto no tempo de drenagem torácica.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
