Influência do rastreamento mamográfico no tratamento de mulheres diagnosticadas com câncer de mama

Data

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Objetivos: avaliar a influência do rastreamento mamográfico no tratamento de mulheres com diagnóstico prévio de câncer de mama. Metodologia: estudo observacional transversal, descritivo, com coleta de dados primários e secundários e abordagem quantitativa. Realizado em um hospital de alta complexidade do extremo sul catarinense, sendo avaliados pacientes com diagnóstico prévio de câncer de mama, durante o período de 2012 a 2017, e que se encontravam em seguimento oncológico ambulatorial. Resultados: dentre as 99 pacientes analisadas, 58,6% realizava o exame anualmente e em 49,5% havia decorrido menos de 12 meses entre a última mamografia realizada e o diagnóstico. Houve uma maior frequência de doença em estádio I, corroborando com o achado de 74,7% das pacientes serem submetidas a cirurgias conservadoras e 68,7% à biópsia de linfonodo sentinela, ao invés de cirurgias mais extensas. Quanto ao tratamento de escolha, pacientes com frequência mamográfica anual ou bienal tiveram desfecho cirúrgico e quimioterápico similar aos das mulheres que realizavam mamografia sem frequência definida ou que nunca a haviam realizado, isto é, 72,4% das pacientes com frequência anual e 100% das pacientes com frequência bienal foram submetidas à cirurgia conservadora, assim como ocorreu em 85% das pacientes sem frequência definida e 66% daquelas que nunca haviam realizado o exame. Conclusão: pacientes que realizavam mamografia com frequência anual e aquelas em que o tempo transcorrido entre a última mamografia e o diagnóstico do câncer era menor de 12 meses apresentaram tumores de menor extensão ao diagnóstico, sem, no entanto, influenciar no tipo de tratamento escolhido.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

Citação