Biomarcadores de disfunção do sistema nervoso central como marcadores preditivos para acomentimento de sintomas de COVID longa em pacientes sobreviventes de COVID-19
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Após a Pandemia, com término em 2023, ocasionada pela patologia COVID 19 que atingiu mais 700 milhões de casos, causando uma mortalidade mundial de mais 7 milhões de pessoas, trouxe grandes desafios para a área da saúde. Atualmente a preocupação permanece com os casos sobreviventes da doença, que enfrentam uma nova condição chamada de COVID Longa, onde os sintomas persistem após a infecção aguda. Essa situação trouxe outros enfrentamentos como danos e comprometimentos principalmente na função neurológica e sintomas psiquiátricos. Objetivo deste trabalho foi analisar a relação de biomarcadores de disfunção do Sistema Nervoso central em pacientes com sequelas causadas pela COVID longa. Metodologia: Foi realizado um estudo multicêntrico, em hospitais, no Sul do Brasil, com método de coorte observacional, prospectivo e quantitativo, com pacientes acometidos pela forma grave da doença COVID 19, internados em Unidades de Terapia Intensiva. Foram coletadas amostras sanguíneas nas primeiras 24 horas de admissão, armazenadas a -80ºC até serem quantificadas, para posteriormente avaliação dos biomarcadores de proteínas plasmáticas responsáveis por disfunção cerebral, como perda da memória e dificuldade verbal e auditiva. Os dados foram analisados através de Kits com painel multiplexação para detecção e quantificação dos biomarcadores. Os achados laboratoriais foram correlacionados com a avaliação dos sintomas neurológicos dos pacientes, após um ano da alta hospitalar. Com entrevistas e avaliações neuropsicológica sobre domínio da aptidão física e mental, bem-estar e qualidade de vida dos pacientes pós COVID, realizados testes de fluência verbal, teste auditivo e verbal auditivo (RAVLT), teste de concentração atencional, parâmetros de qualidade do sono. Também foi realizada a análise de sintomas psiquiátricos relacionados a escala de ansiedade e depressão. Os resultados funcionais quantificados mais relevantes foram correlacionados com os biomarcadores. Ao todo foram 109 pacientes avaliados. Na análise dos resultados encontramos os seguintes biomarcadores: RAGE, APOEA e BDNF relacionados aos sintomas neuropsiquiátricos e parâmetros de qualidade de vida, com alterações nas atividades físicas habituais, nos testes de fluência verbal, auditiva e de atenção e concentração. Os resultados do estudo contribuíram para identificação dos sintomas psiquiátricos pós COVID grave relacionados aos achados laboratoriais de biomarcadores abrindo campo para posteriores pesquisas nesta área.
Descrição
Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC, para obtenção do Título de Mestre em Ciências de saúde
