Repercussão do Programa Bolsa Família na segurança alimentar e nutricional das famílias beneficiadas de um município do Sul Catarinense

Data

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

O direito humano à alimentação adequada (DHAA) é assegurado pela Constituição Federal desde 1988, graças à introdução da alimentação como um direito social. O DHAA se relaciona intimamente com a segurança alimentar e nutricional (SAN), que visa promover a todos o acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente para suprir as necessidades nutricionais dos indivíduos. O acesso à alimentação é segurado pelo DHAA por meio de programas de alimentação e nutrição, de incentivos fiscais, de redução de tributos e de programas de transferência condicionada de renda (PTCR), como o Programa Bolsa Família (PBF). Os objetivos do trabalho foram: identificar o consumo alimentar nas diferentes fases da vida, verificar o estado nutricional e avaliar a segurança alimentar e nutricional das famílias beneficiadas pelo PBF. Foram incluídos na pesquisa todos os beneficiários do PBF residentes do município de Cocal do Sul, Santa Catarina, que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, totalizando a amostra de 98 indivíduos. Em relação ao consumo alimentar das crianças de seis a 24 meses, 80% não tomaram leite do peito, 60% comeram frutas, 100% comeram comida de sal, incluindo carne, feijão e fontes de carboidrato; das crianças de dois a 10 anos, 63,6% consumiram feijão, 27,3% comeram frutas frescas/legumes/verduras, sendo que os percentuais de ultraprocessados foram inferiores a nove por cento, diferente do ocorrido com os adolescentes, que foram superiores a 20%. A média de refeições diárias das crianças e dos adolescentes foi de quatro vírgula sete, sendo o mínimo três, e o percentual de fazer as refeições assistindo TV e/ou mexendo no celular/computador foi de 55% para crianças e 72% para adolescentes. Os marcadores de consumo alimentar aplicados nos adultos mostraram que mais de um terço da amostra consumiu alimentos processados no dia anterior, 70,7% feijão, 39% frutas frescas e 31,7% verduras/legumes. Em relação à segurança alimentar, apenas uma das famílias estava sob essa condição, e 55,9% estavam em situação de insegurança alimentar grave. A alta prevalência de IA alimentar encontrada no estudo pode estar relacionada ao fato de a amostra ser composta exclusivamente de beneficiários do PBF.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para obtenção do grau de Bacharel no Curso de Nutrição da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC.

Citação