Descrição do perfil socioepidemiológico da população privada de liberdade em Santa Catarina

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OBJETIVO: descrever a prevalência de doenças infecciosas na população privada de liberdade em Santa Catarina, assim como seu perfil sociodemográfico. METODOLOGIA: este estudo é descritivo, com coleta de dados secundários e natureza quantitativa. Os dados foram obtidos do Relatório Consolidado Estadual elaborado pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN). Esse documento de domínio público contém informações sobre a população reclusa em Santa Catarina entre julho e dezembro de 2019, e as informações do primeiro semestre de 2019 não foram utilizadas para evitar a sobreposição de dados. A coleta é censitária, estimando-se uma população de 23.470 reclusos. As análises foram realizadas com o auxílio do software Microsoft Excel versão 2013, baseando-se no Instrumento de Coleta de Dados desenvolvido especialmente para este trabalho. Os testes estatísticos foram realizados com um nível de significância α = 0,05 e confiança de 95%. RESULTADOS: houve 94,3% homens e 5,6% mulheres, sendo que 88,2% dos reclusos tinham idade entre 18 e 45 anos. Os brancos totalizaram 59,0%, e 50,2% dos indivíduos tinham o ensino fundamental incompleto. Aproximadamente 4,82% dos encarcerados estavam infectados por algum agravo transmissível, predominando o HIV (prevalência de 1,8%), que teve prevalência masculina de 1,6% e feminina de 6,3%. A sífilis teve prevalência de 1,3%, com 1,2% nos homens e 2,7% nas mulheres. As prevalências totais de hepatite e tuberculose foram de 0,6% e 0,3%, respectivamente. Todos os óbitos ocorreram em homens, e 70,6% aconteceu de forma não violenta. Até 87,6% das consultas médicas foram realizadas internamente. A maior parte dos funcionários atuantes eram mulheres auxiliares ou técnicas de enfermagem (21,9%), e os dentistas e médicos eram em sua maioria homens, exceto na especialidade médica de ginecologia. CONCLUSÕES: os reclusos catarinenses são jovens, brancos e com baixa escolaridade e estão mais vulneráveis aos agravos infecciosos, além de terem acesso prejudicado aos serviços de saúde.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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