Avaliação de infecções sexualmente transmissíveis em relação ao perfil de mulheres atendidas em uma penitenciária feminina

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O acesso à saúde nas penitenciárias possui muitas limitações, e os cuidados com a saúde sexual não são aplicados em sua totalidade. Portanto, o objetivo deste estudo é avaliar a presença de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em relação ao perfil de mulheres encarceradas atendidas em uma penitenciária feminina localizada na cidade de Criciúma/SC. Trata-se de uma pesquisa observacional transversal, com coleta de dados secundários e avaliação quantitativa. Foram avaliados 218 prontuários de detentas de um presídio na cidade de Criciúma/SC, que realizaram testes rápidos para ISTs. Dentre as principais variáveis estudadas estão: sífilis, hepatite B e C, HIV, uso de drogas ilícitas, realização de exame citopatológico e uso de métodos anticoncepcionais. Os resultados mostraram que a média de idade das detentas era de 35,44 anos, sendo que 6,7% delas apresentaram infecção por HIV, 19,4% possuíam algum histórico de infecção por sífilis, 3,2% por hepatite B e 3,7% por hepatite C. Além disso, 24,8% apresentaram histórico de tabagismo, 13,5% tiveram uso prévio de maconha, 9,7% de cocaína e 6% de crack. Também, foi estatisticamente significativa (p< 0,001) a relação entre uso de crack e presença de sífilis, a relação entre infecção por sífilis e a infecção por hepatite B e a hepatite B e infecção por hepatite C. Assim, conclui-se que há uma grande prevalência de uso de drogas e de infecções sexualmente transmissíveis entre as detentas que podem ser prevenidas com estratégias de prevenção na saúde pública.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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