Perfil clínico-epidemiológico de mulheres jovens com câncer de mama na cidade de Criciúma-SC

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Objetivo: Conhecer o perfil epidemiológico das pacientes com 40 anos ou menos, diagnosticadas com câncer de mama em um hospital de referência no Sul de Santa Catarina, no período de janeiro de 2013 a dezembro de 2017. Métodos: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo realizado através da coleta de dados de prontuários médicos. Foram analisados 142 prontuários, desses, 105 preencheram os critérios de inclusão e compuseram a amostra final. Os dados foram classificados de acordo com as características epidemiológicas e clínicas. Resultados: As variáveis epidemiológicas mostraram que 81,4% das mulheres já gestaram, 59,4% amamentaram, 56,4% estavam utilizando ou já utilizaram anticoncepcionais hormonais orais e 26,3% apresentaram história familiar positiva de câncer de mama ou ovário. Quanto aos hábitos sociais, o tabagismo foi encontrado em 4,7%. Dentre as características clínicas, o estágio mais encontrado foi o estágio II (49,5%), seguido dos estágios I e III e, apenas 4,8% apresentaram estágio IV. A maior parte das pacientes apresentou tumores pouco diferenciados (G3) com acometimento linfonodal negativo. O tipo histológico mais comum foi o carcinoma invasivo tipo não especial (ductal) e a maior parte apresentou tumores entre 2 e 5 centímetros. Na imunohistoquímica, o subtipo mais comum foi RH+/HER2- (44,8%), seguido do triplo negativo (36,2%), RH+/HER2+ (44,4%) e RH-/HER2+ (14,3%). Grande proporção de pacientes com tumores triplo negativos apresentaram-se com doença pouco diferenciada (85,7%). Conclusão: Os resultados encontrados são concordantes com os descritos na literatura, chamando atenção quanto ao número de tumores com comportamento biológico mais agressivo.

Descrição

Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC.

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