Influência da autorregulação e do comportamento de gestão financeira familiar no bem-estar financeiro

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Estudos têm se dedicado a compreender a influência psicológica nos comportamentos financeiros e seu impacto no bem-estar e na qualidade de vida. Neste contexto, o objetivo desta pesquisa é analisar como a autorregulação e o comportamento de gestão financeira familiar influenciam o bem-estar financeiro. Realizou-se um estudo Survey com uma abordagem não probabilística e de conveniência, aplicado em clubes de mães do município de Morro da Fumaça, Santa Catarina, Sul do Brasil, envolvendo o comportamento de 322 famílias. A coleta de dados possibilitou uma descrição quantitativa do comportamento de gestão financeira familiar, autorregulação e bem-estar financeiro. Para a análise dos dados, as relações teóricas propostas foram testadas utilizando técnicas estatísticas de equações estruturais com o software SmartPLS versão 4.0, sob uma perspectiva hipotético-dedutiva. Este estudo contribui para a literatura por meio de uma abordagem empírica, evidenciando inicialmente a formação do constructo de gestão financeira familiar nas dimensões: gestão de dívidas, reserva financeira, orçamento, riscos e investimentos. Posteriormente, as hipóteses de pesquisa foram testadas, demonstrando que a autorregulação e o comportamento de gestão financeira familiar influenciam positiva e significativamente o bem-estar financeiro. Famílias com altos níveis de autorregulação, capazes de estabelecer objetivos e controlar impulsos, tendem a apresentar melhores comportamentos financeiros. Adicionalmente, um bom comportamento de gestão financeira familiar está associado a maior bem-estar financeiro, permitindo o gerenciamento eficaz de dívidas, reservas financeiras, orçamentos, riscos e investimentos. Assim, o comportamento de gestão financeira familiar medeia a relação entre autorregulação e bem-estar financeiro. Famílias autorreguladas nas dimensões de estabelecimento de objetivos e controle de impulsos não alcançam o bem-estar financeiro diretamente pelas dimensões de expectativa financeira e capacidade financeira, mas devem focar no comportamento de gestão financeira. Implicações práticas sugerem que estratégias devem ser direcionadas para promover níveis mais elevados de autorregulação, potencializando a eficácia e as competências do comportamento de gestão financeira familiar, refletindo positivamente no bem-estar financeiro. Isso enfatiza a importância de intervenções focadas no fortalecimento da autorregulação como meio de melhorar a saúde financeira e o bem-estar das famílias.

Descrição

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento Socioeconômico.

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