Prevalência de depressão em mães de autistas na Associação de Pais e Amigos do Autista da região carbonífera de Santa Catarina
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O presente trabalho avaliou a prevalência de depressão em mães de autistas na Associação de Pais e Amigos do Autista na Região Carbonífera de Santa Catarina (AMA-REC). Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa, do tipo observacional transversal. A amostra foi de 44 mães de portadores do Transtorno do Espectro Autista, matriculados na AMA-REC, sediada no município de Criciúma (SC), sendo excluídas as que não aceitaram participar do estudo, as residentes em outras cidades que não Criciúma e aquelas com cadastro desatualizado. Foi aplicado na amostra um questionário, a fim de se obter dados sócio-demográficos (idade, estado civil, escolaridade, ocupação e renda familiar) e clínicos (morbidades e uso de psicofármacos) das mães, além de informações a cerca de seus filhos (grau do autismo e presença de síndromes genéticas). Também se aplicou o Inventário de Beck de Depressão (IBD) e a SCID-I (Entrevista Clinica Estruturada para Transtornos do Eixo I). O perfil encontrado foi de mães de autistas de grau moderado, entre 40-44 anos, sendo a maioria casada, com ensino médio incompleto, desempregada e com renda familiar de até dois salários mínimos. Verificou-se que 54,5% apresentam sintomas depressivos, classificados no IBD como intensidade de leve a graves, além disso, 34,1% dessas apresentam depressão, quando aplicado a SCID-I. Demonstrou-se significativa a associação de depressão com ocupação das mães de autistas e com o grau de autismo dos últimos. O uso de psicofármacos não foi relevante e quando utilizado, ainda havia depressão à aplicação da SCID-I, inferindo-se ser uma população sub-tratada.
Descrição
Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC
