Formação em ruínas: memória e experiência nos espaços em abandono na cidade de Criciúma
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Esta pesquisa de dissertação questiona como a estética de um lugar abandonado na cidade pode desvendar aspectos da formação cultural e humana. Ampara-se teoricamente nos autores Walter Benjamin, Ana Fani Alessandri Carlos, Jeanne Marie Gagnebin, Jorge Larrosa, Paulo Freire, Jacques Rancière e Nelson Brissac Peixoto, para aprofundar o debate sobre cidade, corpo, ruínas, memória, experiência, formação humana e arte. O estudo objetivou investigar espaços em ruínas na cidade de Criciúma/SC e o modo como permitem estabelecer um vínculo com as noções de experiência e memória dos sujeitos na cidade. Os desdobramentos da pesquisa aconteceram no percurso da interação com o espaço urbano, da fotografia de lugares abandonados, do pesquisar teórico e de olhares poéticos para a cidade. Nesse caminho, foi utilizada a metodologia cartográfica, desterritorializando a pesquisa de fronteiras fechadas. Por meio da produção fotográfica, foram registrados 40 espaços abandonados de Criciúma e, a partir dessa ação, foi possível compreender que esses lugares refletem um sistema de produção destrutivo, que negligencia a importância de espaços simbólicos que participam direta e indiretamente da formação da memória individual e coletiva. Concluiu-se que a educação necessita ser pensada para a cidade, pois o futuro precisa ser elaborado no coletivo. Isso só é possível na medida em que se compreende a importância do passado como fragmento fundamental para o sujeito se reconhecer no presente, levando em consideração que a história e a memória são construídas em confluência com os lugares de passagem e permanência nas cidades.
Descrição
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Educação.
