Alterações do sono em estudantes de medicina em uma universidade catarinense
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Objetivo: Avaliar a qualidade de sono dos estudantes de medicina de uma universidade catarinense, observando também se este grupo possui alto risco para desenvolver alguns distúrbios específicos do sono. Método: Estudo transversal, com coleta de dados primários, através de questionários autoaplicáveis que continham: questionário com informações sociodemográficas e comórbidas do indivíduo, Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh, Escala de Sonolência de Epworth e Questionário de Berlim. Foram avaliados 473 estudantes do primeiro ao sexto ano do curso de medicina de uma universidade catarinense. Resultados: Observou-se que 58,6% dos acadêmicos obtiveram um escore para má qualidade do sono e 14,8% alcançaram um escore indicativo de um possível distúrbio de sono. A média de duração do sono foi de 6,3 ± 1,05 horas dormidas por noite e 19,2% dos indivíduos apresentaram uma latência de sono superior a 30 minutos. Dificuldade para manter-se acordado em atividades cotidianas foi relatada por 72,9% dos estudantes. Alta probabilidade de sonolência excessiva diurna foi observada em 40,8% dos indivíduos e 9,1% obtiveram escore para sonolência excessiva diurna grave. Observou-se também que 7% dos estudantes apresentaram alta probabilidade para apneia obstrutiva do sono. Um total de 7,6% dos acadêmicos referiram já possuir um diagnóstico prévio de distúrbio do sono, sendo que 7% dos entrevistados realizam abordagens terapêuticas para estes distúrbios. Conclusão: Há uma alta prevalência de privação de sono, sonolência excessiva diurna e uso de medicamentos hipnóticos nessa população, além de um alto risco para distúrbios de sono.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
