O suicídio do adolescente na contemporaneidade: um estudo sob a luz da psicologia analítica

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pós-modernidade operou transformações marcantes no modo de viver da sociedade atual. A globalização, a Tecnologia e a revolução das comunicações são algumas das características mais determinantes para essa transformação. Ciente que na adolescência a interação com a sociedade da qual fazem parte, responde pela busca de novos modelos identificatórios e consequentemente exerce grande influência no desenvolvimento e na formação de sua identidade e subjetividade, se faz necessário entender o contexto sociocultural em que estão inseridos, para analisar mais profundamente o que leva os adolescentes a ceifar suas vidas de modo tão precoce. Mais de 700.000 pessoas morrem por ano devido ao suicídio, o que significa que uma em cada 100 mortes, é relativa ao suicídio. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio aparece como a quarta causa de morte mais recorrente. Para a Psicologia analítica o suicídio não deve ser apenas visto como uma saída da vida, mas de forma simbólica, uma entrada na alma. Entendendo o que a alma busca através das tentativas de suicídio pode ser um chamado a dar um novo significado à vida. Neste sentido, objetivou-se compreender os fatores que contribuem para o suicídio do adolescente na contemporaneidade sob a perspectiva da Psicologia Analítica. Ainda, este estudo metodologicamente utilizou da abordagem qualitativa, exploratória e explicativa, amparando-se em uma revisão bibliográfica da literatura. A coleta de dados ocorreu por meio de pesquisa bibliográfica e a análise de dados, percorreu determinados passos, em conjunto com a perspectiva teórica da Psicologia Analítica. Concluiu-se que o suicídio é um problema de saúde pública que somado a fase permeada de mudanças biopsicossociais da adolescência tem levado ao aumento dos seus índices nessa população. Os adolescentes são afetados pelos contextos a quais estão expostos, contudo, a Psicologia Analítica estende o convite ao conhecer-se a si mesmo, que quando encarado, trazendo luz e consciência a sombra, promove libertação. A representação simbólica e o arquétipo da morte precisam ser levados em conta para que se compreenda o que realmente precisa morrer e o que precisa renascer na vida do adolescente em sofrimento.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Psicólogo no curso de Psicologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC.

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