Perfil clinico e epidemiológico de pacientes com esquizofrenia atendidos no sistema básico de saúde de uma cidade do sul de Santa Catarina
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O presente estudo tem como objetivo analisar o perfil clínico e epidemiológico de pacientes com esquizofrenia atendidos na rede básica de saúde em uma cidade no sul de Santa Catarina. A pesquisa teve como base os prontuários de pacientes atendidos na rede básica com Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) de esquizofrenia no ano de 2022, se classificando como coleta censitária. Foram analisados 1067 prontuários. As seguintes variáveis foram coletadas: sexo, peso, altura, medicamentos em uso, outros diagnósticos, idade e IMC. Os resultados apresentados demonstraram uma maioria de homens (51%). Os medicamentos em uso mais prevalentes são os antipsicóticos típicos (31,6%) e os benzodiazepínicos (22,1%). Quando avaliado o IMC (kg/m2) em adultos destacaram-se que: 30% dos pacientes tinham peso normal, 31,4% com sobrepeso, 18,9% com obesidade grau 1. A média de idade é de 48,68 anos, com um desvio padrão de ± 16,42 anos. Em relação ao CID 99,5% possuíam o CID de esquizofrenia, 34,8% o CID de esquizofrenia paranoide e 26,8% o CID de episódio depressivo. Sobre os indivíduos da pesquisa em uso de antipsicótico típico, o IMC mais frequente em adultos é o de sobrepeso (31,1%). Foi visto que 46% das pessoas utilizando antipsicóticos típicos faziam uso também de anticolinérgicos. Em conclusão este estudo pode ajudar na identificação das carências da população com esquizofrenia, de maneira regional, para melhorar a qualidade e expectativa de vida dessa parcela de indivíduos.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
