Avaliação do nível de danos em DNA de camundongos submetidos à administração de doses elevadas de vitamina D
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A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel que age nos seres humanos como hormônio e desempenha múltiplas ações como inibição da proliferação celular, inibição da angiogênese e apoptose. Embora tenha um perfil de segurança, pouco se sabe sobre a toxicidade quando suplementadas em doses superiores às recomendadas. O objetivo do estudo foi avaliar os níveis de danos em DNA de camundongos após à administração doses elevadas de vitamina D. Os animais receberam três doses de vitamina D (10.000UI) cada 15 dias durante 6 semanas. Em cada semana foi realizado o Ensaio Cometa, dosagem de vitamina D e ao final do experimento a dosagem de cálcio. Ocorreu aumento significativo nos níveis de danos ao DNA na 4ª, 5ª e 6ª semana em relação a 1ª semana, sem suplementação. Além do aumento significativo na curva de danos em 6h e 12h após a administração da vitamina D. Mesmo após o declínio nas horas posteriores, percebe-se que os níveis de danos não retornam ao nível basal e permaneceram bioacumulando. Em relação a dosagem sérica da vitamina D podemos observar o aumento significativo na 4ª e 6ª semana após administração da vitamina D, além do aumento significativo na dosagem do cálcio quando comparado ao grupo controle, o que estão associados com o aumento nos níveis de danos em DNA no Ensaio Cometa. Embora haja evidências que confirmem o potencial benéfico em doses adequadas da vitamina D na redução de danos ao DNA, estudos futuros são necessários para avaliar o bioacúmulo dela no organismo quando suplementada com doses em excesso.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.