Relação entre traqueostomia e mortalidade em pacientes internados por covid-19 em unidades de terapia intensiva.

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Objetivo: Verificar a prevalência de óbito em pacientes com COVID-19 submetidos a traqueostomia em unidades de terapia intensiva. Métodos: Este foi um estudo observacional analítico transversal de natureza quantitativa com coleta de dados secundários. Analisaram-se os dados provenientes dos prontuários de pacientes com diagnóstico de infecção pelo SARS-CoV-2, submetidos a traqueostomia em unidade de terapia intensiva de dois hospitais de referência do sul catarinense, referentes aos meses de janeiro de 2020 a julho de 2021. As características clínicas e epidemiológicas foram obtidas por meio de registros em prontuários eletrônicos. Resultados: De um total de 326 pacientes a média de idade foi de 57,9 anos, sendo 62% do sexo masculino, 40,5% com excesso de peso e 48,5% com hipertensão arterial sistêmica. A prevalência de estenose laringotraqueal foi de 1,2% e a de óbito foi de 67,8%. A maior mortalidade foi associada a uma idade avançada, média de 59,46 anos (p=0,001) e a presença de hipertensão arterial sistêmica com 52,5% dos casos (p=0,035). Conclusão: Idade avançada e hipertensão arterial sistêmica são os principais preditores de gravidade em pacientes com COVID-19. A média da complicação estenose laringotraqueal não difere da média da literatura atual, sendo obtido um valor igual a 1,9%, além disso a taxa de mortalidade dos pacientes com COVID-19 submetidos a traqueostomia foi de 67,8%.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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