Conhecimento tradicional de pescadores artesanais, sobre os vertebrados marinhos do sul do Brasil

dc.contributor.advisorCitadini-Zanette, Vanilde
dc.contributor.authorQuadros, Ágata Antônio de
dc.contributor.otherCarvalho, Fernando
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2021-07-15T22:12:11Z
dc.date.available2021-07-15T22:12:11Z
dc.date.created2019-12
dc.descriptionTrabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do Grau de Bacharel, no Curso de Ciências Biológicas da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.pt_BR
dc.description.abstractEste trabalho tem como objetivo avaliar o conhecimento empírico dos pescadores artesanais do município de Passo de Torres sobre vertebrados marinhos no litoral do extremo Sul de Santa Catarina. Foi aplicado o método de entrevista “Bola-de-neve”, em que há seleção intencional dos sujeitos entrevistados, sendo iniciado sempre com um membro influente na comunidade que indica outro membro conhecedor do tema e assim sucessivamente. Também foi utilizada a chamada “técnica de observação direta” ou “observação não participante” por distanciamento total que consiste na observação e registro livre dos fenômenos observados em campo. Na primeira alternativa aplicou-se um formulário por meio de entrevistas com questões abertas e fechadas, procurando formular um panorama do perfil do entrevistado, suas embarcações utilizadas, ferramentas utilizadas para pesca, espécies encontradas e a frequência de vertebrados marinhos em seu dia alvo da pesquisa e seus usos, temporalidade, bem como aspectos da legislação vigente. Adicionalmente, foram transcritos relatos e histórias de vida dos pescadores artesanais que contribuíram para compreender seus estilos de vida. Foram entrevistados 10 pescadores artesanais da Colônia Z-18 pertencentes à faixa etária entre 19 a 73 anos, sendo que em 80% dos entrevistados a principal fonte de renda é a pesca. Foram registradas 59 citações à etnoespécies de vertebrados marinhos, sendo possível identificar taxonomicamente apenas 14 espécies. As mais citadas pelos pescadores foram a Anchova (Pomatomus saltatrix Linnaeus, 1766), com um total de 15%, seguida com um empate entre a Corvina (Micropogonias furnieri Desmarest, 1823) e a Tainha (Mugil liza Valenciennes, 1836) com 14% cada uma. Os apetrechos mais utilizados que foram citados pelos pescadores foram a Rede Malha com 22,2%, Rede de Fundo com 22,2% e Rede de Traineira com 13,9%. Quanto ao índice de frequência de ocorrência dos vertebrados marinhos, 42,9% foram consideradas espécies constantes, 21,4% espécies acessórias e 35,7% espécies raras. Em relação ao uso de animais: 38,1% são direcionados a alimentação, e os outros 61,9% das espécies não tem utilidade, ou seja, são capturadas acidentalmente e logo liberadas, com 42,9% ocorrendo no inverno, 19,0% ocorrendo no verão e 38,1% ocorrendo nas duas estações do ano citadas. Considerando que o conhecimento zoológico tradicional é o resultado de muitas gerações de saberes acumulados e trocas de informações entre indivíduos, ressalta-se no presente trabalho a necessidade de repassar estes saberes que vem se perdendo pela tecnologia pesqueira, que se modifica paulatinamente pela industrialização do pescado.pt_BR
dc.identifier.urihttp://unesc.acessoacademico.com.br/handle/1/8777
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectEtnozoologiapt_BR
dc.subjectPescadores artesanaispt_BR
dc.subjectEmpirismopt_BR
dc.subjectVertebrados marinhospt_BR
dc.subjectTainhapt_BR
dc.subjectLobo-marinhopt_BR
dc.titleConhecimento tradicional de pescadores artesanais, sobre os vertebrados marinhos do sul do Brasilpt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso - TCCpt_BR

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