Relação entre níveis séricos de neurogranina e o desenvolvimento de delirium em pacientes criticamente enfermos

dc.contributor.advisorRitter, Cristiane
dc.contributor.authorWanderlind, Márcia Leopardi Zeferino
dc.contributor.otherPizzol, Felipe Dal
dc.coverage.spatialUniversidade do Extremo Sul Catarinensept_BR
dc.date.accessioned2016-10-11T17:54:17Z
dc.date.available2016-10-11T17:54:17Z
dc.date.created2016
dc.descriptionDissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, da Universidade do extremo Sul Catarinense, UNESC, para obtenção do título de Mestre em Ciências da Saúde.pt_BR
dc.description.abstractDelirium é um problema grave e frequente em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva, prolongando o tempo de internação hospitalar, aumentando a taxa de mortalidade e ventilação mecânica prolongada. Neurogranina é uma proteína pós-sináptica, presente em altas concentrações na espinha dentrítica dos neurônios, está envolvida com a sinalização do cálcio e neuroplasticidade, é um biomarcador clínico para perca da função sináptica. O objetivo do presente estudo foi avaliar a relação dos níveis séricos de neurogranina e o desenvolvimento de delirium em pacientes criticamente enfermos. Pacientes maiores de 18 anos admitidos em Unidade de Terapia Intensiva e em uso de ventilação mecânica num período maior que 72horas entre fevereiro e maio de 2013 foram incluídos no presente estudo. Foram excluídos os pacientes com impossibilidade de avaliação de delirium durante a internação. A dosagem do biomarcador de lesão neuronal (neurogranina) foi determinada por ELISA, nas primeiras 24horas da internação, após 48horas da admissão e no dia do desenvolvimento de delirium. Os pacientes foram acompanhados até o desfecho da Unidade de Terapia Intensiva ou por no máximo 28 dias. O delirium foi diagnosticado pelo CAM-ICU. Níveis de neurogranina foram significativamente maiores no dia do desenvolvimento do delirium. Durante a internação, os níveis de neurogranina foram aumentados nos pacientes com delirium e nos controles sem delirium (no primeiro dia de coleta: r=0,015, p=0,92 e no segundo dia de coleta r=0,24, p=0,1). Comparando-se níveis do biomarcador inflamatório IL-1β e neurogranina, notou-se que ambos têm relação com a ocorrência de delirium (p<0,001 para IL-1β e p=0,24 para neurogranina). Comparando-se a relação entre níveis de neurogranina e disfunção cerebral, não houve correlação significativa, tão pouco, com pacientes em dias livres sem ventilação mecânica. E, também, níveis de neurogranina não conseguem predizer mortalidade nesses doentes. Nossos resultados sugerem que neurogranina indica um processo fisiopatológico que acontece durante a internação em Unidade de Terapia Intensiva, que gera disfunção sináptica e, posteriormente, delirium.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unesc.net/handle/1/4363
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectDeliriumpt_BR
dc.subjectNeurograninapt_BR
dc.subjectLesão neuronalpt_BR
dc.subjectTratamento intensivopt_BR
dc.titleRelação entre níveis séricos de neurogranina e o desenvolvimento de delirium em pacientes criticamente enfermospt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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