Cidadania participativa e controle social : a experiência do observatório social de Criciúma/SC
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O presente estudo trata-se de uma análise acerca da atuação do Observatório
Social de Criciúma. O problema que se pretende responder é: tendo em vista as
concepções de Cidadania Participativa, Controle Social e Participação Popular, de
que forma pode ser configurada a atuação do Observatório Social do Município de
Criciúma? A hipótese levantada é a de que, considerando que a entidade foi fundada
por iniciativa da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), poder-se-ia
preliminarmente considerar que o Observatório se trata de um grupo elitizado e por
isso não seria um espaço apto ao exercício das concepções citadas. Todavia, antes
de se considerar tal pressuposto como verdadeiro e de se criticar preliminarmente a
entidade em virtude da composição de seus membros, viu-se a necessidade de
analisá-la por meio de seu estatuto, de seu regimento interno, das atas das
reuniões, dentre outras informações, pois se entende que mesmo que seja
confirmada a participação de “elites” na atuação do Observatório, caso ele cumpra o
papel ao qual se propõe e se mostre aberto à participação de outros membros e
grupos da sociedade, ele pode ser compreendido sim como um espaço de exercício
da cidadania participativa, controle social e participação popular. Nesse sentido, o
objetivo geral do presente trabalho é investigar, com base nas categorias da
cidadania participativa, da participação popular e do controle social por parte da
Sociedade, de que forma pode ser configurada a atuação do Observatório Social do
Município de Criciúma. Os objetivos específicos correspondem a cada um dos
capítulos. No primeiro capítulo, realiza-se uma breve contextualização histórica das
categorias da cidadania e da democracia, desde a antiguidade até as atuais
concepções, defendidas por alguns autores como pós-modernas, de democracia e
cidadania participativa, insculpidas na atual constituição brasileira promulgada em
1988 (CRFB/1988). Já no segundo, discorre-se sobre as categorias da participação
popular e do controle social exercido pela sociedade, destacando suas principais
características, semelhanças e diferenças e apresentando alguns dos diferentes
espaços de manifestação dessas particularidades, os quais foram criados após a
promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988
(CRFB/1988). Por fim, o terceiro capítulo, em um primeiro momento, realiza uma
breve contextualização histórica do município de Criciúma, apresentando,
posteriormente, os aspectos gerais sobre os observatórios sociais e sobre a rede
nacional Observatório Social do Brasil (OSB), bem como, em um terceiro momento,
a análise sobre a atuação e a estrutura do Observatório Social de Criciúma por meio
do estatuto, do regimento interno, das atas das reuniões e das demais informações
fornecidas pela entidade. A pesquisa está vinculada à linha de pesquisa “Direito,
Sociedade e Estado” e ao Núcleo de Pesquisa em Estado, Política e Direito
(NUPED/UNESC). O método de abordagem utilizado foi o dedutivo, cujos
procedimentos foram o monográfico e o histórico, e as técnicas de pesquisa foram a
bibliográfica, a documental e a análise de conteúdo. Por fim, destaca-se que a
hipótese apresentada se confirmou parcialmente, isso porque, embora realmente
tenha se confirmado com base nos dados coletados e nas categorias trabalhadas no
presente estudo que há a participação de “elites” no Observatório Social de
Criciúma, também há uma grande preocupação da entidade de conscientizar a
sociedade sobre a importância de se exercer o Controle Social sobre a gestão
pública, bem como de fomentar novos membros. Acredita-se que a entidade poderia
estar ainda mais aberta à participação da sociedade, de modo a incentivar e
propiciar de forma muito mais ampla a participação de outros setores e grupos
sociais.
Descrição
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-
Graduação em Direito, Mestrado em Direito, Área
de Concentração em Direitos Humanos e
Sociedade, Linha de Pesquisa em Direito,
Sociedade e Estado, da Universidade do Extremo
Sul Catarinense – UNESC, como requisito parcial
à obtenção do título de Mestre em Direito.
