Correlação entre o grau de ansiedade e uso de cigarros eletrônicos em acadêmicos de medicina

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Objetivo. Avaliar a associação entre o grau de ansiedade e o uso de cigarros eletrônicos em acadêmicos de medicina de uma Universidade em Santa Catarina. Método. Estudo observacional analítico transversal, com abordagem quantitativa e coleta de dados primários através de um questionário online. O questionário avaliou a população acadêmica (n=279) do curso de medicina de uma Universidade no Extremo Sul Catarinense quanto ao seu perfil epidemiológico, fase do curso, grau de ansiedade, consumo de cigarro eletrônico e uso de medicamento ansiolítico. O questionário foi elaborado pelos próprios autores para a avaliação do uso de cigarros eletrônicos. Além disso, a partir do questionário, foi aplicada nessa população a escala de ansiedade de Hamilton para a avaliação do grau de ansiedade dos participantes. Resultados. A amostra foi composta por 303 acadêmicos, sendo a maioria do sexo feminino e branco. Os estudantes estavam distribuídos em diferentes fases do curso, e 25,7% utilizavam ansiolíticos. 64,4% já experimentaram cigarros eletrônicos, sendo motivados por substâncias e aromas. A ansiedade variou entre os participantes, correlacionada com sexo, fase do curso e uso de cigarros eletrônicos, enquanto a idade não apresentou uma manifestação significativa de ansiedade. Conclusão. Mulheres e estudantes nas fases iniciais do curso apresentaram maior ansiedade, enquanto homens e estudantes no final do curso tiveram menos ansiedade. O uso de cigarros eletrônicos esteve associado a maiores níveis de ansiedade, enquanto os não usuários apresentaram menos ansiedade.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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