Análise de viabilidade do tratamento da água do Rio Sangão, bacia hidrográfica Rio Araranguá-SC para uso industrial, agrícola e abastecimento público

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A terra é composta por 70% de água, desses 2,5% representam a parcela de água doce, porém apenas 0,15% é considerada propícia para o consumo. O desenvolvimento das cidades e o aumento da população requer uma demanda cada vez maior de água, esta demanda já não pode ser atendida em alguns países. No Brasil estados como o de São Paulo já apresentam déficit no abastecimento de água, devido à falta de chuva e também a poluição dos rios através da ação da indústria, da agricultura e da falta de saneamento básico. A região carbonífera de Santa Catarina em função da mineração apresenta um quadro de poluição que levou a contaminação das suas três bacias hidrográficas: Araranguá, Urussanga e Tubarão. Esta situação pressiona os mananciais aptos para o uso no abastecimento público. O Rio Sangão, afluente do Rio Mãe Luzia, pertencente a bacia hidrográfica do Rio Araranguá, é um dos rios mais prejudicados pela mineração, representando quase 80% da carga poluidora que chega ao Rio Mãe Luzia. O principal objetivo deste estudo é avaliar o potencial de melhoria da qualidade da água do Rio Sangão através do seu tratamento, e para isso propõem-se como forma de reaproveitamento e redução de custo a utilização da estrutura remanescente da ex Industria Carboquímica Catarinense (ICC), atual IPARQUE (UNESC). Para verificar a viabilidade deste reaproveitamento e do potencial de uso da água do Rio Sangão, procedeu-se a realização de ensaios de tratabilidade considerando os parâmetros mais indicativos da carga poluente gerada pela mineração do carvão: pH, ferro total, sólidos totais e turbidez. Os testes simularam num primeiro tratamento a técnica utilizada pelas mineradoras da região para os efluentes de DAM (drenagem ácida de mina) e efluentes do beneficiamento, A segunda etapa do tratamento foi considerado o tratamento convencional aplicado para uma ETA, tomando por base a CASAN de Criciúma. Complementarmente, a água tratada foi submetida a uma etapa de polimento, que adotou a técnica de desmineralização como forma de enquadramento nos padrões de potabilidade exigidos pela Portaria 2.914 e aplicações industriais que exigem baixos teores de dureza. Os resultados obtidos revelaram um grande potencial de aproveitamento da água do rio Sangão para os usos propostos: industrial, agrícola e mitigação de impactos do rio com descarte da água tratado no mesmo, conforme legislações do CONAMA n 357 e 430. Quanto a potabilidade, embora os resultados apontem para um potencial aproveitamento é necessário mais aprofundamento nos estudos para confirmar a sua viabilidade no atendimento da Portaria 2.914 do Ministério da Saúde.

Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Engenheiro Químico, no Curso de Engenharia Química da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

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