Avaliação da multimortabidade e saúde mental: estudo de base populacional
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A presença de múltiplas condições crônicas, definida como multimorbidade, é um desafio mundial, frequente e crescente, além de estar altamente relacionado com transtornos mentais. O objetivo desse estudo foi avaliar a prevalência da multimorbidade e sua relação com a saúde mental da população da cidade de Criciúma/SC. Trata-se de um estudo transversal que avaliou 820 pessoas com 18 anos ou mais de idade residentes na área urbana de Criciúma, Santa Catarina. A coleta de dados foi feita através da aplicação de um instrumento de pesquisa. As variáveis selecionadas foram sexo, idade, cor da pele, estado civil, escolaridade, trabalho atual, renda mensal, percepção da saúde, qualidade do sono, tabagismo, consumo de álcool, atividade física, qualidade da dieta, multimorbidade, sintomas depressivos, tristeza, ideação suicida. A prevalência de multimorbidade foi de 80,6%, sendo maior no sexo feminino (RP: 1,17; IC95% 1,09; 1,26), maiores que 40 anos e em solteiros. Além disso, foi visto um maior risco dos indivíduos de apresentarem sintomas depressivos (RP: 2,12; IC95% 1,47; 3,05), sentimento de tristeza (RP: 1,93; IC95% 1,03; 3,63) e ideação suicida (RP: 8,85; IC95% 1,96; 39,98). A pesquisa sobre a relação entre multimorbidade e saúde mental é crucial para entender os mecanismos subjacentes, desenvolver políticas de saúde direcionadas e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas por essas condições complexas. Isso envolve programas de rastreamento e intervenção precoce, colaboração entre profissionais de saúde e uma abordagem centrada no paciente, visando estratégias mais eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento, com cuidados abrangentes e integrados.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
