Conhecimento de professores sobre o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

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As manifestações clínicas do paciente com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade são comumente identificadas ainda na infância. No entanto, a falta de preparo e conhecimento da patologia por parte dos professores torna difícil o reconhecimento da doença no ambiente escolar. A ausência de diagnóstico precoce e o atraso no início do tratamento de crianças e adolescentes portadores do distúrbio pode levar a múltiplas consequências. Esse artigo visa identificar o nível de conhecimento a respeito do TDAH em professores de diversas áreas do ensino básico e fundamental de uma escola particular no sul do país. Dos 34 professores entrevistados, a maior parte apresentou conhecimento geral favorável sobre o TDAH, sendo que 90 % das questões tiveram mais de 60% de acertos. Entretanto há dúvidas em relação a etiologia, diferença nas formas de apresentação entre sexo feminino e masculino e tratamento. Não houve diferença estatisticamente significativa entre maior idade, escolaridade, tempo de atuação e segmento lecionado com um maior conhecimento sobre a doença (p>0,05). O conhecimento sobre o transtorno foi desejável e maior que o esperado, porém, é necessário criar estratégias de conscientização e aprendizado para tais profissionais, principalmente sobre sua importância no diagnóstico e durante o tratamento, assim como informações sobre a etiologia da doença.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.

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