História de vida de moradores de um serviço residencial terapêutico (SRT): desafios para a desinstitucionalização da loucura
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Anos de luta constituíram a Reforma Psiquiátrica, que trouxe e vêm trazendo importantes mudanças no cuidado em saúde mental e na forma de olhar para os “loucos”, desconstruindo o estigma da loucura. Além disso, outra forma de desconstruir o estigma da loucura é conhecer o sujeito para além do seu histórico de
internação. Para isso, conhecer a história de vida de pessoas invisibilizadas faz com que essa visão seja ampliada. O referencial teórico utilizado se baseia nos autores ativistas da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial como Paulo Amarante, Nise da Silveira e Erving Goffman. O local escolhido para essa pesquisa é um Serviço Residencial Terapêutico (SRT), que após experiência de estágio supervisionado, mobilizou o desejo de produzir um estudo que oportunizasse a expressão da voz destes sujeitos, buscando promover visibilidade a suas subjetividades e consequentemente diminuindo o estigma. Sendo assim, busca-se compreender a relação do usuário com o serviço que está inserido, enquanto seu novo espaço social e refletir o processo de desinstitucionalização de moradores de um SRT. Trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, estruturada pelo método de história oral. A coleta de dados aconteceu por meio de
entrevistas em profundidade semiestruturadas. A análise de dados aconteceu através do método de análise de conteúdo das histórias orais de vida. Como resultados encontrados nessa pesquisa, evidenciou-se histórias relacionadas à vida além da Institucionalização; os motivos para a institucionalização - a loucura como
resultado das violências e limitações para a desinstitucionalização e desospitalizados sim,
desinstitucionalizados não.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Psicólogo no curso de Psicologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC.
