Avaliação do N-acetil-β-D-Glucosaminidase como marcador prognóstico para neofropatia diabética em diabéticos tipo 2: Revisão sistemática e meta-análise
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Introdução: A diabetes mellitus tipo 2 é um problema de saúde pública em expansão. Estima-se que 537 milhões de adultos atualmente sejam diabéticos, dos quais 40% desenvolveram doença renal do diabetes (DRD), sendo a principal causa de terapia renal substitutiva. Isso decorre, em parte, da imprecisão dos métodos que estimam o risco de progressão da DRD. Paralelamente, estudos observacionais indicam que o N-acetil-beta-D-glucosaminidase urinário (NAGu), uma enzima tubular, constitua fator prognóstico independente para DRD. Esta revisão teve como objetivo avaliar o uso do NAGu como biomarcador prognóstico de nefropatia em pacientes com diabetes melito tipo 2. Métodos: Para tal, foram pesquisados estudos nas seguintes bases de dados: PubMed (Medline), EMBASE, LILACS, CENTRAL, IBECS e literatura cinzenta. Calculamos a diferença de média padronizada e intervalo de confiança de 95% utilizando modelo de efeitos randômicos. Para avaliar a heterogeneidade, utilizamos teste Q de Cochrane e estatísticas I2 de Higgins. Resultados: 16 artigos foram incluídos nesta revisão, envolvendo 1669 pacientes. Treze eram estudos de caso-controle, e três eram coortes. A meta-análise de todos os estudos demonstrou elevada heterogeneidade. Na análise de subgrupo com 4 estudos a elevação do NAGu em normoalbuminúricos denotou fator de risco para o desenvolvimento de macroalbuminúria (DMP= -1,47; IC95%= -1.98 a 0,95; p <0,00001; I2= 45%). Em contrapartida, não revelou eficácia para o desenvolvimento de microalbuminúria (DMP= 0,26; IC95%= -0.08 a 0.60; p= 0.13; I2= 17%). Conclusões: O NAGu constitui ferramenta auxiliar na avaliação do risco de progressão para macroalbuminúria da doença renal diabética.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.