A desjudicialização na execução por quantia
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Este trabalho estuda a desjudicialização da execução por quantia enquanto técnica de aceleração e efetividade processual, de modo a avaliar sua viabilidade e funcionalidade para a melhora da atual crise enfrentada pelos tribunais brasileiros, com enfoque no estudo da legislação portuguesa. A resolução de litígios já é realizada por outros terceiros imparciais no Brasil; a execução de títulos judiciais e extrajudiciais já é feita sem a intervenção do juiz em diversos países europeus. O tribunal fica inteiramente externo ao procedimento executivo e só vem a intervir em situações excepcionais, quando é chamado a decidir eventual oposição do devedor. O primeiro capítulo averigua a atual situação dos tribunais brasileiros, identificando, em cada caso, suas lacunas e gargalos, através da análise de dados estatísticos de pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Posteriormente, identifica o atual modelo de execução utilizado no Brasil, detalhando seus normativos. O segundo capítulo estuda a evolução histórica da desjudicialização portuguesa, pontuando as reformas realizadas, os agentes envolvidos na fase executiva, assim como o rito utilizado. O terceiro capítulo analisa os princípios da inafastabilidade da jurisdição e do devido processo legal, que casualmente viriam de encontro a desjudicialização da execução. De forma conclusiva o estudo demonstra a possibilidade de introdução desta inovação legal no presente ordenamento jurídico, na medida que se oportunizaria um progressivo alívio no fluxo de processos levados ao Judiciário. O método de pesquisa utilizado foi o dedutivo, em pesquisa teórica e qualitativa com emprego de material bibliográfico.
Descrição
Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Direito da Universidade do Extremo Sul Catarinense, como requisito parcial para obtenção do Grau de Bacharel em Direito.
