Leitura no livro didático Português: Linguagens: possibilidades emancipadoras

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O presente trabalho descreve o estudo realizado na coleção didática Português: Linguagens, de Cereja e Magalhães (2013), que objetivou analisar as atividades de leitura propostas na coleção mencionada com vistas a identificar as que guardam em suas proposições possibilidades emancipadoras (FREIRE, 1977; 1980; 2005; 2008). Por esse objetivo, o estudo realizado caracteriza-se como pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo. A análise dos volumes que compõem a coleção recaiu sobre as atividades de interpretação de texto com base na tipologia de questões sistematizadas por Marcuschi (2008) a partir da pesquisa que realizou em livros didáticos de Língua Portuguesa (LDLP) na década de 1990. Tal análise orientou-se teoricamente nas concepções de linguagem estruturalista, discursiva e interacionista. Essas perspectivas são discutidas por autores como: Saussure (2004), Orlandi (2007), Leffa (1996), Solé (1998), Lajolo (1982), entre outros. O processo analítico permitiu apreender que, na coleção estudada, as questões propostas para interpretação, em sua maioria, visam possibilitar ao aluno uma compreensão para além do funcionamento estrutural e formal da língua, ou seja, evidenciamos uma preocupação dos autores em mobilizar o aluno/leitor para uma prática de leitura mais próxima da concepção interacionista, possibilitando, de certa forma, o seu desenvolvimento como aluno leitor crítico e emancipado. Vale dizer que os resultados obtidos se diferenciam dos apresentados em Marcuschi (2008), pois nos livros analisados pelo autor, as questões tidas como de teor reprodutivo tiveram maior destaque.

Descrição

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito para obtenção do grau de Mestre em Educação.

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