Escola, democracia e modernidade nos discursos de crise da educação brasileira (1932-1961)
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Este trabalho procurou compreender como o discurso de crise se apresentava na educação brasileira, no recorte histórico de 1930 a 1961, a partir de documentos relacionados aos manifestos dos educadores de 1932 e 1959, bem como a aprovação da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira - LDB de 1961. Nosso objetivo foi identificar o projeto de educação e sociedade nos discursos de crises da educação que se apresentavam naquele contexto. Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa que tomou por base a pesquisa bibliográfica e a análise documental. Os três documentos em questão, os manifestos dos educadores de 1932 e de 1959, bem como a LDB de 1961 apontam para o horizonte de uma educação para uma sociedade moderna. Em síntese, nossa tese afirma que as teorias e as diretrizes curriculares que fundamentaram o projeto de um sistema nacional de educação que foi gestado e configurado nos embates do período de 1930 a 1961, representam uma conquista importante no sentido de consolidar o lugar da educação pública, laica e gratuita para todos. Entretanto, a concepção de escola pública e as diretrizes curriculares foram definidas e estruturadas por uma matriz epistemológica eurocentrista que preconiza uma formação humana no “horizonte de expectativa” da modernidade.
Descrição
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Educação.
