Não adesão ao tratamento medicamentoso para hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus: VIGITEL 2019
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A hipertensão arterial sistêmica (HAS) e o diabetes mellitus (DM) foram as enfermidades crônicas não transmissíveis mais incidentes no Brasil em 2019. Dentre os fatores que podem contribuir para o descontrole dessas doenças estão àqueles relacionados ao uso inadequado de medicamentos. Assim, o objetivo foi avaliar a prevalência e os fatores associados a não adesão ao tratamento medicamentoso para HAS e DM entre adultos brasileiros. Estudo transversal com dados oriundos da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico de 2019. A prevalência ajustada da não adesão ao tratamento medicamentoso para HAS e DM, segundo as variáveis sociodemográficas e de saúde, foi verificada pela Regressão de Poison. Foram estudados 52.443 brasileiros. As prevalências da não adesão para o tratamento medicamentoso para HAS e DM foram de 10,1 % e 6,0 %, respectivamente. Adultos jovens e do sexo masculino tiveram maior prevalência de não adesão ao tratamento medicamentoso para HAS. A prevalência de não adesão ao tratamento medicamentoso para DM não diferiu entre as variáveis sociodemográficas e de saúde estudadas. Em conclusão, destaca-se a necessidade de iniciativas e projetos governamentais que foquem nos grupos mais propensos a não adesão dos tratamentos medicamentosos.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina
