Analise do comportamento de funcionários de uma cooperativa de crédito em relação as suas finanças pessoais
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Durante muitos anos no Brasil, com a inflação alta, era comum gastar todo o dinheiro que se dispunha, pois os preços das mercadorias eram reajustados semanalmente. Com a implantação do Plano Real em 1994, foi possível estabilizar a economia, porém, muitos hábitos permanecem até hoje. Nesse contexto, onde os indivíduos necessitam dominar um vasto conjunto de informações, destaca-se a relevante importância da Educação Financeira, que consiste em interpretar números e transformá-los em dados para a construção de um planejamento financeiro que garanta um consumo saudável e um futuro equilibrado nas finanças pessoais. Dessa forma, o problema dessa pesquisa relaciona-se com o nível de organização de funcionários de uma cooperativa de crédito, quanto ao planejamento financeiro pessoal. O presente trabalho tem como objetivo analisar se a experiência profissional traduz o nível de organização quanto às finanças pessoais dos entrevistados. A pesquisa, quanto, ao fim, se caracteriza como descritiva ou de campo. Quanto ao meio, se caracteriza como estudo de caso, documental, bibliográfica e de campo. A pesquisa que trata este estudo classifica-se em quantitativa e a forma de abordagem desta pesquisa através de um questionário baseado em questões aplicadas em outras pesquisas pelos autores Leal e Melo, 2008 e Lucci et al, 2006, com 13 perguntas fechadas relacionadas ao problema, aplicados a todos os 108 funcionários da instituição pesquisada. Os resultados confirmaram, como era esperado, que o conhecimento adquirido através da experiência profissional levou a maioria dos entrevistados a optarem por respostas coerentes aos conceitos financeiros. Identificou-se que apesar de se avaliarem seguros quanto ao conhecimento em educação financeira para gerenciar suas finanças, os participantes optaram por investimentos em poupança e fundos de renda fixa. Essa preferência pode ser explicada pelo perfil conservador predominante em cooperativas de crédito, porém pode ser também levado em consideração o fato da baixa renda de grande parte dos funcionários. Conclui-se que além da experiência profissional em finanças, devem ser levados em conta os fatores, culturais, sociais e o baixo rendimento salarial.
Descrição
Monografia apresentada ao Setor de Pós-graduação da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, para a obtenção do título de especialista em MBA em Gerência Financeira.
