Análise da cobertura vacinal de crianças entre 0 e 5 anos e perfil epidemiológico parental em um ambulatório de uma universidade do extremo sul catarinesne
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Objetivo: Analisar a cobertura vacinal infantil e os fatores epidemiológicos parentais associados em um ambulatório de pediatria da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Métodos: Tratou-se de estudo observacional analítico transversal avaliando 99 crianças entre 0 a 5 anos realizado no ambulatório de pediatria das clínicas Integradas da UNESC. Foi realizado através da aplicação de um questionário desenvolvido pelos pesquisadores, o qual foi preenchido pelo familiar durante a consulta ambulatorial, a
respeito do perfil epidemiológico do grupo familiar e da Carteira Nacional de Vacinação da criança.
Resultados: Foi realizada a análise do histórico vacinal de 99 crianças, entre elas, 23,2% estavam com a vacina incompleta. As principais razões relatadas incluíram internações (9,1%), a disponibilidade das vacinas (5,1%), gripe (4%), prematuridade (4%) e o medo de efeitos adversos (1%). Entre os responsáveis, a maioria era do sexo feminino (93,9%). A relação entre a vacinação incompleta e o perfil das mulheres responsáveis pelas crianças evidenciou que 56,5% estavam desempregadas, 60,9% eram solteiras, 47,8 possuíam apenas o ensino médio completo e 43,5% apresentavam uma renda familiar mensal entre 2 a 3 salários mínimos.
Conclusões: Diversos fatores levam a não vacinação infantil por parte dos responsáveis. O atraso nos esquemas de vacinação é um fator preocupante, visto que a vacinação representa um importante aliado na diminuição da incidência e gravidade das doenças. Desta forma, o investimento em educação em saúde deve ser prioridade para manutenção da cobertura vacinal.
Descrição
Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.
