Correlação entre indicação clínica e diagnóstico anatomopatológico de histerectomias em um município do Sul Catarinense

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A histerectomia representa a segunda cirurgia mais comum entre mulheres em idade reprodutiva, antecedida apenas pelo parto cirúrgico e suas indicações são determinadas por fatores físicos, culturais e sociais. O presente estudo teve como objetivo analisar a correlação entre as indicações clínicas e os achados anatomopatológicos de histerectomias em uma cidade do sul catarinense em 2014. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, documental e retrospectivo, que envolveu a coleta de dados em 660 laudos realizados em um laboratório de patologia. Os dados coletados foram organizados em planilhas do software IBM SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) versão 21.0 e analisados através dos testes Qui- quadrado de Pearson e Kappa, com nível de confiança de 95%. A média de idade das pacientes submetidas à histerectomia foi de 48,78 anos (DP ± 10,62), prevalecendo a faixa etária entre 45- 49 anos (24,5%). A indicação clínica mais prevalente no estudo foi a miomatose uterina (36,9%), em contrapartida o diagnóstico anatomopatológico mais encontrado foi adenomiose (74,5%). Após a análise deste estudo, conclui-se que estas patologias são afecções altamente prevalentes em mulheres histerectomizadas; tal dado reflete os altos índices de concordância entre a indicação clínica e o diagnóstico destas patologias. O presente artigo trouxe informações semelhantes àquelas na literatura, contribuindo para uma melhor visão do tema no local de realização deste estudo.

Descrição

Artigo apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel, no Curso de Medicina, da Universidade do Extremo Sul Catarinense- UNESC

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