Acurácia da histeroscopia na avaliação do espessamento endometrial na pós-menopausa

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Objetivo:Avaliar a acurácia da histeroscopia como método de avaliação da cavidade uterina em mulheres com espessamento endometrial na pós-menopausa. Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal e analítico com 125 mulheres na menopausa com espessamento endometrial à ultrassonografia que foram submetidas à histeroscopia diagnóstica com biópsia de endométrio entre janeiro de 2014 e maio de 2021 atendidas em uma clínica particular do Sul de Santa Catarina. Os achados histeroscópicos foram comparados com os resultados do estudo anatomopatológico, que consistem em: endométrio proliferativo, endométrio secretório, endométrio atrófico, hiperplasia endometrial, câncer de endométrio, pólipo endometrial, mioma. Resultados: A espessura endometrial variou de 5 a 33 mm com média 10,82 ± 5,08 mm. Os principais achados histeroscópicos identificados foram pólipos endometriais (78,4%), endométrio atrófico (14,4%) e câncer de endométrio (4%). Houve confirmação histopatológica em 78 casos de pólipo. Verificou-se boa concordância entre a histeroscopia e anatomopatológico para câncer de endométrio (kappa = 0,70). A sensibilidade e especificidade encontrada para pólipose câncer de endométrio foram, respectivamente, 98,7% e 56,6% e 55,6% e 100%. Conclusão: Concluímos com o presente estudo que a histeroscopia isoladamente apresenta boa validade para detecção de pólipos endometriais e para afastar a presença de câncer endometrial. No entanto, para melhorar a acurácia do diagnóstico, recomendamos que a propedêutica ideal no cenário de espessamento endometrial pós-menopausa seja a histeroscopia combinada com biópsia.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina

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