História, educação e formação humana na literatura pós apocalíptica: visões do fim/recomeço do mundo em Jack London e G eorge R . Stewart
Data
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
O presente trabalho é fruto de uma pesquisa de dissertação do Programa de Pós-Graduação do Mestrado em Educação – PPGE, da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, dentro da linha de pesquisa Educação, Linguagem e Memória. A literatura pós-apocalíptica, um dos muitos subgêneros da ficção científica, aborda em suas narrativas contextos de crises da civilização, fim dos recursos do planeta, retorno da humanidade a um estágio "primitivo" e necessidades de adaptação para sobrevivência nesse novo mundo selvagem. De fato, essa literatura trabalha com o fim do mundo moderno, suas tecnologias e seus valores, tendo como consequência um retorno da humanidade para uma espécie de estado de natureza edênica, tanto utópico como distópico. Nesse sentido, a presente dissertação busca analisar, dentro dessas narrativas, de que modo conceitos próprios da formação humana, como a educação, a identidade e a linguagem, sofrem alterações com a passagem do mundo moderno para o mundo pós-apocalíptico, assim como perceber de que modo o mundo natural é representado e qual a relação estabelecida entre ele e os seres humanos sobreviventes, de modo que a dissertação também caracteriza-se como um trabalho de História Ambiental. Para isso, realizamos, num primeiro momento, uma discussão historiográfica que busca conceituar termos-chave de nossa pesquisa: ficção científica, ficções futuristas, utopias, distopias e ficções pós-apocalípticas. Após, realizamos uma discussão sobre o significado da palavra educação e dos usos da literatura, amparado em autores como Krenak (2020), Steiner (1989), Cechinel (2017) e Candido (1980, 1989, 1999). Para analisarmos como conceitos envolvidos na formação humana estão presentes e são moldados nos contextos pós-apocalípticos, utilizamos como principal fonte as obras A Morte Escarlate, de Jack London, e Só a Terra Permanece, de George R. Stewart, analisadas nos dois últimos capítulos. No horizonte teórico protagonizado pela discussão, trabalhamos com autores como Brandão (2001), Woodward (2007) e Benjamin (1994). Desse modo, demonstraremos como diversos conceitos de formação humana não deixam de existir nos mundos pós-apocalípticos, mas passam por transformações e mutações, similar à própria humanidade que, apesar de continuar a existir em escala menor, deixa de ser a espécie dominante para se tornar mais uma dentre tantas outras que buscam a própria adaptação e sobrevivência.
Descrição
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Educação.
